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Pra onde vai a crise?

29 de Setembro de 2015, 19:26 , por Rodrigo Souto - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Cada vez mais se torna perceptível que aquele dinheiro que você ganha depois de um mês suado de trabalho mal dá pra pagar as contas. Depois de uma década de “avanço econômico” e daquilo que era noticiado como “aumento do poder de compra do trabalhador”, atualmente parece não ser tão real. Ora, nesse momento estamos vivenciando uma crise econômica no Brasil, e como sempre quem mais sofre com isso é o trabalhador.

Tudo isso vem acontecendo em virtude da “política de austeridade” que o governo brasileiro vem adotando, cortando verba de serviços públicos, como forma de continuar fazendo com que os empresários não percam dinheiro e continuem lucrando. Pra quem não sabe, grande parcela das verbas que eram destinadas para a educação e saúde foi cortada, só para a educação a redução mensal foi de 1,9 bilhões de reais, e tem feito com que vários serviços essenciais nas universidades deixem de funcionar como limpeza e segurança. E o efeito disso é que pessoas que deveriam ser pagas para realizar esses serviços estão sendo demitidas, geralmente sem a garantia dos devidos direitos trabalhistas.

Outro processo desencadeado pelo atual governo, e é um bom motivo pra preocupação, é a reforma trabalhista que ataca os benefícios conquistados pelos trabalhadores ao longo de anos. Entre eles estão o seguro-desemprego. Antes para acessar o benefício você tinha que ter trabalhado e recebido salário no mínimo de 6 meses. Agora pra você solicitá-lo (caso fique desempregado) você terá que ter trabalhado um período de 18 (na primeira vez) e 12 meses (na segunda vez) respectivamente para poder receber o benefício. O abono salarial que antes era concedido para a pessoa que trabalhou no mínimo de 30 dias no ano recebendo até dois salários mínimos, agora só poderá ser solicitado depois de um prazo de seis meses, e passa a ser pago de forma proporcional aos dias trabalhados no ano. O auxilio-doença, que era concedido ao trabalhador que, por motivos de doença, tenha ficado mais de 15 dias afastado do trabalho e que recebia nesse tempo, tem que esperar agora 30 dias até ser pago.

Ainda temos também o problema relacionado à habitação, uma vez que um dos carros chefes do governo é o programa “Minha Casa, Minha Vida”, e parece que o cenário não é muito bom para quem estava pensando em garantir uma casa. Uma vez que a segunda etapa do programa acabou, e embora a terceira etapa do programa tenha sido anunciada duas vezes (em junho do ano passado, e recentemente no discurso de posse da presidenta), não há previsões de que se realize tão cedo, já que o Ministério das Cidades que é responsável pelo programa foi o segundo ministério (atrás somente do Ministério da Educação) a sofrer cortes na verba. E pra se somar a tudo isso ainda temos o aumento de impostos que tem colocado a inflação lá no alto. Nos últimos meses a gasolina e o óleo diesel tiveram um reajuste de em torno de 8,42% e a energia elétrica 3,14%, e isso tem tornado alguns produtos mais caros, principalmente por causa da gasolina e combustíveis que influenciam diretamente no preço de outros produtos uma vez que a maior parte do transporte de mercadorias no Brasil é feito por vias terrestres.



A nossa percepção é de que a crise no Brasil está dada, e que não há uma perspectiva positiva em longo prazo. Cada vez mais a situação revela a necessidade e o acirramento das lutas, e a necessidade do povo trabalhador reivindicar seus direitos contra os empresários e o Estado que nos oprimem, e nós anarquistas como trabalhadores, estudantes, idosos e desempregados estamos pronto para a luta! Não queremos migalhas! Queremos tudo que nós temos direito!


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