Ir para o conteúdo
café
preto
acordando
para a luta
ou

Rio dos Macacos

Confira as fotos da visita do Café Preto ao quilombo!

Tela cheia Sugerir um artigo
 Feed RSS

Notícias

24 de Fevereiro de 2015, 21:17 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Entre a ação direta e a luta institucional - Territórios tradicionais em luta!

9 meses, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

  No dia 2 de maio do ano passado, o Café Preto anunciou um golpe certeiro dado pelo Estado às comunidades quilombolas de pescadores, marisqueiras, agricultores, artesãs e saveiristas do Recôncavo baiano: os mais de dez milhões de reais que deveriam ser pagos para o território tradicional da Reserva Extrativista pelos inúmeros impactos socioambientais oriundos do Estaleiro Enseada Indústria Naval (cria do PT e sua aliança com o capital) foram desviados para outras localidades do Brasil, seguindo a lógica "o lucro para as empresas e os danos para o povo preto"! No dia 15 de junho do ano passado, o Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista assinou uma moção de repúdio solicitando o recurso de volta. Após muita luta, articulação e resistência, a repartição de Brasília do órgão responsável por auxiliar na gestão do território, o ICMBio, voltou atrás e se posicionou a favor do retorno do recurso, que deverá ser empregado para o desenvolvimento socioambiental do território tradicional extrativista!

---

Relembre a denúncia (02.05.2016):

O Estaleiro Naval enseada do Paraguaçu, construído no território pesqueiro e quilombola da Baía do Iguape, será responsável por construir navios sonda para prospecção de petróleo e para fins militares. Ocorre que em 2009, o Estado brasileiro reduziu a área legalmente instituída como Reserva Extrativista que beneficiava pescadores e marisqueiras para a instalação deste empreendimento, que não poderia ser construído no interior de uma unidade de conservação. A alteração dos limites da Reserva Extrativista ocorreu sem nenhuma consulta pública, o que é exigido pela Convenção 169 da OIT. O Estaleiro é conhecido pelas populações locais pelos seus enormes impactos nos estoques pesqueiros da região, pela disseminação de espécies exóticas e invasoras como o Coral Sol, além de ter desmatado uma extensa faixa de manguezal de extrema importância para a mariscagem de pescadoras das comunidades de São Roque e Enseada. O empreendimento encontra-se fechado, pois houve envolvimento das empresas consorciadas na operação Lava-Jato, sendo que toda a mão de obra empregada jaz demitida há mais de um ano. Em 29 de fevereiro deste ano, o Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF) decidiu que mais de dez milhões de reais destinados às compensações destes impactos socioambientais não serão destinados à Reserva Extrativista, sob alegação de que o empreendimento não afeta diretamente a própria Reserva (que teve que ser diminuída para a instalação da obra). Ironicamente, muitas unidades escolhidas para receberem os benefícios da compensação ambiental pelos impactos do Estaleiro estão situadas no extremo sul da Bahia, centenas de quilômetros distantes do empreendimento! A ata da reunião do CCAF é pública e está disponível no link do IBAMA (ver a partir da linha 274): https://www.ibama.gov.br/licenciamento/modulos/arquivo.php



Manifestação em Vila Canária - ação direta pela educação pública.

mais de 1 ano, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

Filadelfia_2

 

Na manhã de hoje (15/07) estudantes secundaristas do Colégio Estadual Filadélfia mobilizaram a comunidade do bairro de Vila Canária e imediações de Pau da Lima para denunciar a precarização da educação pública e apoiar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizad@s que enfrentam desde o início do ano letivo problemas relativos ao não pagamento de salário, transporte e alimentação, bem como a desvinculação de seus contratos de trabalho com as empresas sem a garantia dos seus respectivos direitos, ou seja, em total desrespeito com as conquistas alcançadas ao longo dos anos pela classe trabalhadora. De forma autônoma @s estudantes marcharam pelas ruas do bairro e deixaram claro o seu recado!

Todo apoio aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizadxs da educação!

Por uma educação pública de qualidade!

Contra a descaração das empresas e da Secretaria de Educação do Estado da Bahia!

Estudantes, professor@s, trabalhador@s da rede pública de ensino que devem poder construir a gestão de uma escola, não de cima para baixo, seguindo medidas de governantes que não vivem nossa realidade, seja este qual for! Se envolva, reivindique, construa: ação direta pela educação pública.

Nós do Café-Preto apoiamos essa luta

Filadelfia_1

 



Quilombolas do Rio dos Macacos ocupam SEPROMI

mais de 1 ano, por Rodrigo Souto - 0sem comentários ainda

Já privados de totalidade de seu território tradicional, vigiados e controlados no ir e vir a seus lares, agredidos pela marinha como intrusos na própria terra onde descansam seus antecessores, o novo golpe do Estado é relegar as habitações do Quilombo Rio dos Macacos à precarização e deterioramento. Acompanhem no Café Preto notícias da ocupação da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial - SEPROMI. O Rio dos Macacos resiste e reage!!!

Quilombolas-ocupam-sepromi

 



O GRITO DE INDEPENDÊNCIA E AUTONOMIA - 2 DE JULHO É LUTA DE TODOS OS DIAS NA BAHIA!

mais de 1 ano, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

E o Café-Preto segue cada vez mais forte sem açúcar! Neste 2 de Julho estivemos fortalecendo e estendendo os laços de solidariedade com os movimentos populares, registrando os atos que marcaram o cortejo.

Abaixo um pequeno trecho do manifesto assinado pelo MSTB/Guerreiras sem Teto da Bahia + Tarifa Zero Salvador:

"O Movimento Sem-Teto da Bahia (MSTB) e o Tarifa Zero Salvador clamam às ruas da Independência baiana uma marcha de todos aqueles e aquelas que defendem o Transporte Público e a Moradia como Direitos Sociais inegáveis e não como mercadorias! Lutar ombro a ombro por uma outra cidade. Uma cidade que tenha suas raízes nos nossos laços de solidariedade"

 

Mstb_01

Crian_as_mstb

T0mstb_1

 



‪#‎QUILOMBO‬ ‪#‎RIODOSMACACOS‬

mais de 1 ano, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

O Café Preto agradece o convite do Quilombo Rio dos Macacos e todo o carinho na recepção das companheiras e companheiros da nossa organização. Após um dia de lindos relatos, expressões de resistência e de tradicionalidade (sem contar as deliciosas jacas), nada mais justo que preparar os nossos leitores para colar com toda a solidariedade na campanha pela melhoria das moradias do quilombo. Fiquem atentos que em breve fortaleceremos a campanha "não deixe a casa cair". Acompanhem de pertinho, a água está quase no ponto e o café já está no coador!

 Foto



#RECÔNCAVO - Quilombolas contra a hidrelétrica de Pedra do Cavalo

mais de 1 ano, por Bruno M. - 0sem comentários ainda

 

A Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape, localizada no Recôncavo baiano e composta por mais de 90 comunidades quilombolas, cerca de cinco mil famílias de pescadores e pescadoras tradicionais, conquista mais um passo rumo à vitória contra os grandes empreendimentos. Desta vez, após anos de mobilizações, o Instituto Chico Mendes negou a autorização para o licenciamento ambiental da Hidrelétrica de Pedra do Cavalo e o Ministério Público Federal ainda sugeriu ao INEMA a interdição do Licenciamento da hidrelétrica, administrada pelo grupo Votorantim. A hidrelétrica, que funcionava há quase sete anos sem licença, possui uma planta de operação que barra o fluxo de água doce do Rio Paraguaçu por mais de 20h/dia, fazendo com que o efeito da maré no território pesqueiro dos quilombolas elevem a salinidade da água a níveis absurdos, além de mudar toda a dinâmica hidrológica do estuário. Um rio sem fluxo é um rio sem vida e os estoques pesqueiros que sustentam a reprodução física, social e cultural destas comunidades tradicionais se esgota a cada dia! Hoje, devido à degradação ambiental da Baía do Iguape causada por grandes empreendimentos, a renda per capta mensal oriunda da atividade pesqueira na região é de cerca de R$ 20,00, três vezes menor que o limite estabelecido para caracterizar situação de extrema pobreza. É um silencioso genocídio do povo preto no campo. A exigência dxs quilombolas é que a hidrelétrica só seja licenciada após alterada toda a sua estrutura ou motorização, de forma a permitir um fluxo adequado para propiciar a vida da Baía do Iguape. É exigida também uma série de compensações por todos os danos causados à atividade pesqueira e aos modos de vida das populações tradicionais.Ressaltamos a grande importância das mulheres marisqueiras nesta luta, sempre maioria esmagadora nas reuniões e nas mobilizações quilombolas do Recôncavo! Que a resistência continue! O Café Preto está ligado, ombro a ombro com a luta quilombola, seja na terra, seja no mar!!!



MSTB - Movimento dos Sem Teto da Bahia

mais de 1 ano, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

Salvador, Ba - 18/06/2016

O cafezinho continua quente e cada vez mais solidário aos movimentos populares que cotidianamente constroem e apontam os caminhos de uma outra sociedade, baseada na justiça social, no apoio mútuo e na autogestão dos nossos interesses.
Agradecemos todo o acolhimento e os ensinamentos compartilhados pel@s guerreir@s do Movimento dos Sem Teto da Bahia (MSTB) em seu encerramento do 2o Curso de Formação Política, realizada no dia de hoje na Ocupação Manuel Faustino.

                                              Ocupar e resistir, de baixo pra cima, nós por nós!

Através do sorriso acolhedor e do abrigo de um abraço seguro com os nossos, no combate e enfrentamento aos que reforçam o sistema de desigualdade, o Movimento dos Sem Teto denuncia todo o processo de exclusão e fragmentação sócio-espacial a que estamos submetidos na cidade capitalista, apontando assim que a LUTA por moradia é ao mesmo tempo ponto de partida e ponto de chegada, caminho e caminhada. Famílias que se organizam e juntas combatem todo tipo de violência e assédio, como denunciado (entre tantos casos) aqui:

Articular e fortalecer os caminhos que se intercruzam. Confluência de lutas que expõe a beleza e a força que possuímos juntos, como bem demonstrou também o Tarifa Zero Salvador na data de hoje nesta formação. Em busca das Comunidades do Bem Viver e da Tarifa Zero.

"Organizar, ocupar e resistir!!! Este é o nosso lema, então vamos prosseguir"

Em breve mais novidades!
Apreciem o Café-Preto e sem açúcar!



‪#‎PESCADORES‬ ‪#‎MARISQUEIRAS‬ ‪#‎QUILOMBOLAS‬ ‪#‎INDIGENAS‬ ‪#‎DIREITOS‬

mais de 1 ano, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

 

Foto_3

O Movimento dos Pescadores e Pescadoras (MPP), juntamente com outras organizações de pescadores artesanais, iniciou na manhã de hoje (16/06) uma ocupação na Superintendência Federal de Agricultura na Bahia, no Largo dos Aflitos, em Salvador. Com um quantitativo de mais de 500 pessoas, dentre elas quilombolas e indígenas relacionados à pesca, denunciam o descaso do governo federal com os direitos trabalhistas e previdenciários da categoria. Os ocupantes reivindicam a emissão dos Registros Gerais da Pesca (RGP) que desde 2012 não foram entregues, a suspensão do cancelamento de diversas RGPs pelo governo federal, a liberação do pagamento dos seguros defeso cancelados neste ano e a estruturação de uma coordenação qualificada e específica de pesca no Ministério da Agricultura e Pecuária. Reclamam ainda que o governo federal criou uma série de novas burocracias que tem dificultado o pescador de receber o seguro defeso e que o INSS não tem servidores capacitados para receber e traFoto_5tar dos direitos dos pescadores e pescadoras. No início da ocupação, todos e todas as manifestantes gritavam palavras de ordem em meio a um apitaço e expunham cartazes com as pautas reivindicadas. Os servidores públicos da Superintendência Federal de Agricultura foram postos para fora do prédio, sendo que um deles chegou a agredir fisicamente uma pescadora e outro deixou o prédio aos brados de "vagabundas, vão trabalhar", direcionados às marisqueiras de Saubara. Apesar das agressões, a ocupação segue até então pacífica. O Café Preto está atento à luta dos pescadores e marisqueiras e em breve publicará mais informações! Acompanhem e compartilhem!

 

Foto_7

 

 

 

 

 



Quilombolas em Luta - Recôncavo baiano.

mais de 1 ano, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

O conselho deliberativo da Reserva Extrativista Marinha Baía do Iguape, território indispensavel à reprodução física social e cultural de mais de cinco mil famílias quilombolas, decidiu por iniciar uma mobilização integrada entre as 92 comunidades da Baía do Iguape para reaver os recursos de compensação ambiental do Estaleiro Enseada Indústria Naval que foram desviados pelo poder público para outras regiões não afetadas pelos impactos do empreendimento. O Café Preto está atento à luta das populações tradicionais, fortalecendo ombro a ombro a resistência no Recôncavo.

Caf__assembleia_rec_ncavo

 



#PDDU: O agravamento da desigualdade para fazer da cidade o que eles querem

mais de 1 ano, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

 Foto_2

  Sabemos que a vida está difícil, muito trabalho, pouca grana e muita notícia sobre acontecimentos tristes aqui e no mundo. Temos mais uma notícia triste: hoje foi aprovado o novo PDDU, Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador, na Câmara de Vereadores. Foram 29 votos contra 13. Houve uma manifestação na porta da câmara, pessoas contra a lei foram barradas e o poder público diz que o processo foi participativo.

Há um tempo o Café Preto lançou na coluna “Tudo deles, nada nosso”, uma matéria sobre a privatização da nossa cidade, o debate será atual até que tenhamos força para barrar iniciativas do poder público de “entregar” nossa cidade à iniciativa privada.

Você que como eu, acabou de chegar do trabalho, depois daquele engarrafamento, e com a mente apertada...vamos apertar só mais um pouquinho: se você nunca nem ouviu falar do PDDU, se ligue que isso significa que você, eu, nós que estamos nesta cidade não temos nenhum acesso à discussão que define como o nosso espaço urbano vai ser planejado. Vemos pedra embaixo de viaduto para afastar as pessoas em situação de rua, os sem-teto organizados em movimento também são afastados dos processos de decisão política, quem paga o aluguel cada vez mais caro também não é convidado para decidir. Não importa quem você é. Importa o lucro do setor imobiliário e o seu poder de financiamento de campanhas.

Foto_3

O processo conduzido de “cima para baixo” no planejamento do uso dos espaços de Salvador é direcionado para interesses lucrativos dos empresários enquanto marginaliza a população pobre e negra para cada vez mais longe dos centros. Hoje houve mais esta notícia triste, mas é preciso transformar essa tristeza em revolta, porque amanhã tem mais.

Terça-feira (14 de Junho de 2016) será votado o novo Plano Municipal de Educação, propõe uma “reorganização” da educação, uma “reorganização” que não contou com as contribuições de professores e estudantes da rede pública de ensino, muito menos a comunidade no entorno das escolas. Outro processo conduzido de “cima para baixo” que dará a administração da escolas a “organizações sociais”, uma grande abertura para que o setor privado domine a administração dos locais de ensino. Tomem um café preto e sem açúcar para podermos lutar contra a privatização de todas as dimensões de nossas vidas. Isso já está rolando...

Mais um pouco sobre a tarde de votação do Plano de Privatização Urbana em Salvador, conhecido ainda como PDDU:

Breve entrevista com Glória Cecília, professora da faculdade de arquitetura da UFBA:

Ver aqui

Militante do MSTB denuncia exclusão política em votação de PDDU

Ver aqui

Carrões de Geddel e ACM Neto ao som de "golpistas"

Ver aqui

  

O_neto