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Confira as fotos da visita do Café Preto ao quilombo!

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24 de Fevereiro de 2015, 21:17 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

DOS SENHORES DE ENGENHO AOS FAZENDEIROS DO EUCALIPTO

mais de 2 anos, por Bruno M. - 1Um comentário

 Veja esta matéria em PDF aqui!

Titulo1

 

A marisqueira e quilombola M. G. , 68 anos, senhora forte, mãos calejadas da lida na roça e pés cortados de pisar em ostras, acorda em sua pequena casa de taipa, onde criou sozinha suas duas filhas e onde morou sua mãe, a sua avó e ainda sua bisavó. Em seu fogão a lenha, ajeita uma pequena ruma de madeiras secas de mangue e as acende pacientemente à medida que põe um caneco de metal cheio d’água para ferver. Enquanto prepara o café preto de todo dia, percebe o ronco diferente de motores que se aproximam. Lentamente, vai até a soleira da porta e dá um bom dia a todos os mais de dez homens que a olham com desprezo de seus carros. São quatro camionetes prateadas que cercam a sua casa às cinco da manhã. O que a casa da senhora faz aqui? – pergunta um deles.

 

Cenas assim são comuns no Recôncavo, onde a monocultura do eucalipto invadiu de forma violenta os territórios tradicionais, expulsando quilombolas e extrativistas de suas terras e gerando danos graves à saúde, ao meio ambiente e aos modos de vida destas populações. Mas o que se vê nas propagandas oficiais é o slogan “negócios sustentáveis de florestas plantadas”.

 Sam 1745

O plantio em massa de eucaliptos no Brasil teve início com a produção de carvão e ligas para o setor férreo no início do século XX. Foi no governo de Getúlio Vargas, na década de 1940, que a celulose começou a ser produzida comercialmente. A partir daí, de governo em governo, de Juscelino a ditaduras militares, passando por tucanos e petistas, a política continuou a mesma: incentivos fiscais às indústrias de celulose, facilidades no licenciamento ambiental, falcatruas para expansão dos negócios e genocídio das populações do campo, geralmente indígenas e povo preto. E no Recôncavo baiano não foi diferente.

 

“Desde que o atual dono da Fazenda chegou as coisas ficaram muito ruins, há mais ou menos dez anos ele chegou, cercou o caminho que a gente usava para mariscar, que a gente usava para pegar ônibus na estrada pra estudar. Ele expulsou mais ou menos 20 famílias dizendo que as terras eram dele.” – marisqueira e quilombola.


Na comunidade quilombola do Guaí, por exemplo, houve a instalação de inúmeras fazendas de eucalipto sem consulta pública à comunidade, o que é exigido pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. Estes fazendeiros arrendaram então suas terras para um grande e único negócio da empresa Bahia Specialty Cellulose/Copener (BSC-COPENER), ocupando uma área do tamanho de quase 200 campos de futebol no interior do quilombo.

 

Os fazendeiros expulsaram tambem diversas famílias de suas casas, forçando-as a abandonar seus lares e a se instalar em outras localidades mais difíceis de acessar, plantar ou obter água.

 Sam 2813  2

Segundo entrevistados pela equipe do Café Preto, os fazendeiros de eucalipto confinaram diversos moradores do quilombo a um espaço muito pequeno, forçando-os a formar uma espécie de "pequena favela", sem quintais para manterem suas atividades tradicionais, como o cultivo da mandioca, do aipim, hortaliças, dentre outras.

 

Diante da resistência e reação quilombola, os coronéis do eucalipto se organizaram em uma espécie de sindicato e prometem retaliar! Suas reuniões ocorrem dentro do próprio quilombo e é prática comum invadirem reuniões da comunidade.

 

“Esse fazendeiro desmatou tudo quando chegou, a gente usava o caminho dentro da mata para chegar na maré, depois disso ele tirou a gente da nossa terra, a gente tinha casa levantada, roça, casa de farinha, jogou a gente tudo do lado de cá da pista, nem passar pra pescar a gente podia” – agricultor e pescador quilombola.

 

VenenoPara a monocultura do eucalipto no Guaí, diversos agrotóxicos pesados foram utilizados, como o Norton, classificado nas piores categorias de risco para a saúde humana e para o ambiente, contaminando o mar de onde extrativistas tiram seus peixes e mariscos, a água doce, os solos e lavouras. Na bula do agrotóxico é recomendado que o Norton não seja utilizado “em áreas situadas a uma distância inferior a 500 metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos”. A contaminação do Quilombo fica evidente neste relato de um morador:

 

“O eucalipto não desenvolve a comunidade. E sabe o que é pior? Quando chove a água leva o veneno todo da plantação pra maré. Tá ruim para os homens que trabalham mais na roça e nas fazendas e pras mulheres que mariscam. Na fazenda mesmo, elas não vão mais mariscar, não tem mais nada lá, não tem mais mapé, marisco nenhum. A água do açude do Sinunga ninguém usa mais pra beber”.

 

Através de entrevistas e investigações de documentos públicos, descobrimos que o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA, o órgão estadual responsável por analisar a viabilidade ambiental dos plantios de eucalipto, dispensou os fazendeiros da necessidade de licenciamento, ou seja, deixou que estes se instalassem sem exigir que estudos de impactos fossem feitos. Sem estes estudos, é mais difícil obrigar os fazendeiros e a empresa a repararem os danos causados.

 

 E o absurdo não acaba por aí! A desculpa para dispensar as fazendas de eucalipto do licenciamento ambiental foi a de que as áreas de plantio eram pequenas. Na verdade, pegaram uma enorme área de eucalipto que beneficia uma única empresa, a BSC-COPENER, e fatiaram em pequenas fazendas, como se cada uma delas fosse um negócio independente, de baixo impacto ambiental, sem necessidade de licença. As análises do INEMA foram feitas a partir de cada pedacinho, para que essa desculpa de “pequenas áreas de plantio” pudesse ser dada. Verificando os nomes dos proprietários dessas fatias de terra, o Café Preto identificou que muitos possuem parentesco. De fatia em fatia, o quilombo do Guaí acabou engolindo o bolo inteiro, um bolo envenenado!

 

A luta contra a indústria do eucalipto revela conflitos entre distintos modos de vida: um que vê a terra como um mero objeto para se extorquir e lucrar e outro que percebe a terra como um lar, indispensável para a manutenção da vida e dos laços comuns. A história se repete há mais de 500 anos: mudam-se os ritos, mas não os planos. E o luto é presença certa nos mangues e quilombos, sejam eles rurais, como no Guaí, ou urbanos, como no Rio dos Macacos.


Após tantos anos, a resistência não muda de lado, não é ponto de fuga. É centelha incasável, labuta diária que enche o cofo do que dá, que encobre o corpo de lama, acolhimento farto para o alimento incerto de suas crianças.

 

Os fazendeiros se aproximam. A marisqueira e quilombola M.G, 68 anos, empunha o seu farracho como quem segura uma arma em tempos de guerra. Com uma força que resgata a luta de seus ancestrais enterrados ao fundo de sua casa, grita aos homens:

 

"Só saio daqui morta!"

 

Saiba mais:

As dispensas de licenciamento ambiental emitidas pelo INEMA mediante fracionamento do empreendimento da COPENER/BSC Celulose são as de nº 2013.001.001006, 2013.001.001004, 2012.001.000103, dispensa de licenciamento ambiental s/nº de 11 de abril de 2012 (Processo nº 2012-005261/TEC/DLA-0098, em nome da esposa do fazendeiro da dispensa anterior) e 2016.001 .040935, totalizando uma área de cerca de 300 hectares de plantio de eucalipto no interior do territorio quilombola. O nome de M.G. foi ocultado nesta materia para manter a segurança e integridade fisica da fonte. As iniciais do nome podem não ser verdadeiras. O Café Preto prima pela confiança e segurança de tod@s que contribuem para a construção do jornal. Os demais relatos foram cedidos por Carolina Sapucaia e disponibilizados em seu trabalho "QUANDO O EUCALIPTO CHEGA NA MARÉ: estudos sobre os impactos territoriais da monocultura de eucalipto nas comunidades quilombolas do Guaí – Maragojipe(BA)", ano de 2016, pelo curso de Geografia da Universidade Federal da Bahia.

 



Início do lançamento da terceira edição!

quase 3 anos, por Rodrigo Souto - 0sem comentários ainda

Quilombo faixa

Hoje começam os lançamentos semanais das matérias da terceira edição do Café Preto! E pra começar com o pé direito (ou o esquerdo, se você preferir!), o Café Preto traz uma matéria entrevistando os moradores do Quilombo Rio dos Macacos, uma comunidade quilombola conhecida pela sua trajetória de luta e resistência, mas também de solidariedade, cultura e conhecimento ancestral. Saboreie nesse copinho um pouquinho do dia-a-dia dessa comunidade, suas dificuldades e suas superações, com aquele gostinho caseiro que só café de casa tem!

 

Matéria: Terra, Água e Mata



O Café está de cara nova!

quase 3 anos, por Rodrigo Souto - 0sem comentários ainda

Depois de uma breve pausa para arrumar a casa e botar as pendências em dia, o Café Preto está de volta de cara nova! Além de uma modernização no layout e na identidade visual do site, fizemos também uma reorganização do conteúdo para tornar mais fácil o acesso daquelas e daqueles que fazem questão de saborear esse cafezinho direto da fonte.

Agora o nosso menu principal conta com os seguintes links:

  1. O Jornal: página com uma breve apresentação do jornal, perfeita para você enviar para os seus amigos que ainda não conhecem esse jornal descarado.
  2. Colunas: um menu para o acesso direto à todas as colunas do jornal. Assim você pode ir direto naquela coluna que você mais gosta.
  3. Impressos: página com todas as edições já publicadas do jornal em formato pdf para você rever, guardar e imprimir!
  4. Colabore: página com a descrição de como fortalecer o jornal, seja com grana, divulgação, trabalho e muito mais.
  5. Contato: informações para entrar em contato com a gente.

Cp impressos

Cp colunas

 

Nesse novo layout também demos um destaque maior para o Escalde o Plantão. Colocamos um botão bem grande e vermelho para você chegar e escaldar tudo! Queremos ouvir o que vocês tem a dizer!

 

Cp escalde

 

Por fim, criamos um banner dinâmico no cabeçalho da página que irá mostrar diversas imagens dos trabalhos realizados pelo Café Preto, trazendo assim todos os nossos amigos e parceiros que fizeram parte da nossa caminhada numa relação de solidariedade e apoio-mútuo para comporem a cara do jornal.

 

Cp cabe alho3

Cp cabe alho1

Cp cabe alho2

 

Esperamos que o novo site facilite o acesso e esquente mais ainda os nossos corações para acordarmos a cada dia mais prontos e mais fortes para a luta!

Beijos de toda a equipe do Café Preto!



Denúncia

aproximadamente 3 anos, por anarcksattack - 0sem comentários ainda

O QUE É:
Na Praça Marechal Deodoro e na região da Sete Portas existia um container cada que funcionava todos os dias de um projeto chamado Ponto de Cidadania voltando seus atendimentos à parcela da população que vive nas ruas destas localidades.

Atendimentos psicológicos, acompanhamento em postos de saúde, SAC, cartórios, bem como oportunidade de trocarem de roupa, tomarem um banho, jogarem um dominó, e nas sextas feiras com atividades voltadas às crianças e jovens eram algumas das coisas que aconteciam ali.

A ideia era sempre empoderar, trazer para dentro da nossa sociedade essas pessoas que ja são tão marginalizadas. Algo que na vida delas era um grande diferencial.

O QUE ACONTECEU:
Para um projeto que já sobrevivia com dificuldades, recentemente houve um corte no financiamento do Governo Federal (Fundo Nacional Anti-Drogas) o que vai inviabilizar a continuidade desse projeto.

Política semelhante ao que temos visto acontecer em SP.
 
O QUE ESTÁ SENDO FEITO:
Está sendo buscada a Defensoria Pública, além de estarmos tentando chamar o máximo de atenção para o projeto. Já que o governo só se preocupa com a sua própria imagem e só assim para alguem enxergar essas pessoas. Dentre estas atividades, está tendo uma petição no AVAAZ para que a carta feita pelo pessoal do ponto chegue ao Rui Costa, pois o projeto é gerido pelo estado.

Tentei dar o máximo de informação contextualizando tudo. Segue link com carta aberta ao governador onde vocês podem obter ainda mais informações sobre o projeto e a situação. Uma simples publicação no facebook com o link pra petição ajuda muito.

https://secure.avaaz.org/po/petition/Populacao_CARTA_ABERTA_CONTRA_O_FECHAMENTO_DO_PONTO_DE_CIDADANIA/share/?new
 
*Texto enviado por leitor ao Café Preto.


Colabore com a gente!

aproximadamente 3 anos, por Rodrigo Souto - 0sem comentários ainda

Cafezinho

Já pensou alguma vez em como colaborar  a construção do Café Preto, mas nunca soube como? Existem muitas coisas que você pode fazer, para além de doações financeiras, que pode deixar esse café ainda mais gostoso! O Café Preto é um jornal libertário independente, feito de forma colaborativa e auto-gestionária e está aberto para quem quiser participar. Não precisa ser um perito escritor ou um diagramador profissional para fazer parte. Basta ter tempo, disposição e boa vontade! Ficou curioso? Acesse nossa página Colabore e descubra como!



Escalde o plantão no ar!!! Do Amor Libertário

mais de 3 anos, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

Por Margareth Rago

"Acima de tudo, parece-me que nos textos dos velhos militantes e nas páginas amareladas da imprensa anarquista dos inícios do século, está sendo colocada menos a proposta de variação de parceiros, do que a crítica à institucionalização dos sentimentos em formas rígidas e envelhecidas. Um questionamento da disciplinarização do amor e do sexo que vivia, então, a sociedade vitoriana, no Brasil e em outras partes do mundo, com a ascensão do poder médico. Já dizia a libertária mineira Maria Lacerda de Moura, criticando os bolcheviques, que “a vida não cabe dentro de um partido”.

Continue a matéria aqui

Amorsub



Entre a ação direta e a luta institucional - Territórios tradicionais em luta!

mais de 3 anos, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

  No dia 2 de maio do ano passado, o Café Preto anunciou um golpe certeiro dado pelo Estado às comunidades quilombolas de pescadores, marisqueiras, agricultores, artesãs e saveiristas do Recôncavo baiano: os mais de dez milhões de reais que deveriam ser pagos para o território tradicional da Reserva Extrativista pelos inúmeros impactos socioambientais oriundos do Estaleiro Enseada Indústria Naval (cria do PT e sua aliança com o capital) foram desviados para outras localidades do Brasil, seguindo a lógica "o lucro para as empresas e os danos para o povo preto"! No dia 15 de junho do ano passado, o Conselho Deliberativo da Reserva Extrativista assinou uma moção de repúdio solicitando o recurso de volta. Após muita luta, articulação e resistência, a repartição de Brasília do órgão responsável por auxiliar na gestão do território, o ICMBio, voltou atrás e se posicionou a favor do retorno do recurso, que deverá ser empregado para o desenvolvimento socioambiental do território tradicional extrativista!

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Relembre a denúncia (02.05.2016):

O Estaleiro Naval enseada do Paraguaçu, construído no território pesqueiro e quilombola da Baía do Iguape, será responsável por construir navios sonda para prospecção de petróleo e para fins militares. Ocorre que em 2009, o Estado brasileiro reduziu a área legalmente instituída como Reserva Extrativista que beneficiava pescadores e marisqueiras para a instalação deste empreendimento, que não poderia ser construído no interior de uma unidade de conservação. A alteração dos limites da Reserva Extrativista ocorreu sem nenhuma consulta pública, o que é exigido pela Convenção 169 da OIT. O Estaleiro é conhecido pelas populações locais pelos seus enormes impactos nos estoques pesqueiros da região, pela disseminação de espécies exóticas e invasoras como o Coral Sol, além de ter desmatado uma extensa faixa de manguezal de extrema importância para a mariscagem de pescadoras das comunidades de São Roque e Enseada. O empreendimento encontra-se fechado, pois houve envolvimento das empresas consorciadas na operação Lava-Jato, sendo que toda a mão de obra empregada jaz demitida há mais de um ano. Em 29 de fevereiro deste ano, o Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF) decidiu que mais de dez milhões de reais destinados às compensações destes impactos socioambientais não serão destinados à Reserva Extrativista, sob alegação de que o empreendimento não afeta diretamente a própria Reserva (que teve que ser diminuída para a instalação da obra). Ironicamente, muitas unidades escolhidas para receberem os benefícios da compensação ambiental pelos impactos do Estaleiro estão situadas no extremo sul da Bahia, centenas de quilômetros distantes do empreendimento! A ata da reunião do CCAF é pública e está disponível no link do IBAMA (ver a partir da linha 274): https://www.ibama.gov.br/licenciamento/modulos/arquivo.php



Manifestação em Vila Canária - ação direta pela educação pública.

quase 4 anos, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

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Na manhã de hoje (15/07) estudantes secundaristas do Colégio Estadual Filadélfia mobilizaram a comunidade do bairro de Vila Canária e imediações de Pau da Lima para denunciar a precarização da educação pública e apoiar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizad@s que enfrentam desde o início do ano letivo problemas relativos ao não pagamento de salário, transporte e alimentação, bem como a desvinculação de seus contratos de trabalho com as empresas sem a garantia dos seus respectivos direitos, ou seja, em total desrespeito com as conquistas alcançadas ao longo dos anos pela classe trabalhadora. De forma autônoma @s estudantes marcharam pelas ruas do bairro e deixaram claro o seu recado!

Todo apoio aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizadxs da educação!

Por uma educação pública de qualidade!

Contra a descaração das empresas e da Secretaria de Educação do Estado da Bahia!

Estudantes, professor@s, trabalhador@s da rede pública de ensino que devem poder construir a gestão de uma escola, não de cima para baixo, seguindo medidas de governantes que não vivem nossa realidade, seja este qual for! Se envolva, reivindique, construa: ação direta pela educação pública.

Nós do Café-Preto apoiamos essa luta

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Quilombolas do Rio dos Macacos ocupam SEPROMI

quase 4 anos, por Rodrigo Souto - 0sem comentários ainda

Já privados de totalidade de seu território tradicional, vigiados e controlados no ir e vir a seus lares, agredidos pela marinha como intrusos na própria terra onde descansam seus antecessores, o novo golpe do Estado é relegar as habitações do Quilombo Rio dos Macacos à precarização e deterioramento. Acompanhem no Café Preto notícias da ocupação da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial - SEPROMI. O Rio dos Macacos resiste e reage!!!

Quilombolas-ocupam-sepromi

 



O GRITO DE INDEPENDÊNCIA E AUTONOMIA - 2 DE JULHO É LUTA DE TODOS OS DIAS NA BAHIA!

quase 4 anos, por Léo Lopes - 0sem comentários ainda

E o Café-Preto segue cada vez mais forte sem açúcar! Neste 2 de Julho estivemos fortalecendo e estendendo os laços de solidariedade com os movimentos populares, registrando os atos que marcaram o cortejo.

Abaixo um pequeno trecho do manifesto assinado pelo MSTB/Guerreiras sem Teto da Bahia + Tarifa Zero Salvador:

"O Movimento Sem-Teto da Bahia (MSTB) e o Tarifa Zero Salvador clamam às ruas da Independência baiana uma marcha de todos aqueles e aquelas que defendem o Transporte Público e a Moradia como Direitos Sociais inegáveis e não como mercadorias! Lutar ombro a ombro por uma outra cidade. Uma cidade que tenha suas raízes nos nossos laços de solidariedade"

 

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