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Segunda edição do Sarau Filhas e Filhos de Itacira

5 de Fevereiro de 2019, 0:30 , por Rodrigo Souto - 1Um comentário | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Visualizado 111 vezes

Segunda edição do Sarau FILHAS E FILHOS DE ITACIRA
movimenta as ruas do centro de Wagner/BA, na Chapada Diamantina!

 

Durante a tarde e a noite de um sossegado domingo, no dia 06 de janeiro de 2019, um grupo de poetas, poetisas e artistas residentes e migrantes da Chapada Diamantina, se reuniram para transformar em realidade a segunda edição do Sarau FILHAS E FILHOS DE ITACIRA, na pequena cidade de Wagner/BA.

 

No meio da rua, exatamente abaixo da cobertura do Terminal Rodoviário de Wagner, o sarau foi iniciado com a intervenção artística de Tarcísio Lima, artista local que chegou às 16h com sua mochila cheia de pincéis e tintas para colorir a parede que fica em frente a rodoviária com uma maravilhosa imagem que representa a força e resistência contida na ancestralidade do povo negro e que também representa o tema principal à ser discutido durante o sarau, que assume um forte posicionamento contra o racismo, o machismo e todas as formas de opressão.

 

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Enquanto Tarcísio realizava sua intervenção artística, acontecia uma discotecagem com muito Rap, Rock e Reggae, que vinha de uma pequena caixa amplificada posicionada do outro lado da rua e que seria utilizada para amplificar as vozes dos poetas e poetisas que estavam para chegar.

 

 

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Assim que o sol foi ficando mais baixo, o pessoal foi chegando e se acomodando nos degraus da escadaria da rodoviária, iniciando uma conversa com Esdras Barbosa (artista e educador, filho da terra), sobre a história das pequenas cidades da Chapada Diamantina e sobre como é necessário entender a importância da resistência cultural indígena e afrodescendente na região, pois apenas a versão europeia e americana é contada nos livros didáticos e lembrada pela maioria das pessoas, o que acaba gerando um processo racista de marginalização cultural.

 

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Dando continuidade a estes questionamentos, as apresentações foram iniciadas logo após a conversa, com o poeta Lucas Andrade, que é de Wagner/BA, com suas poesias autorais que falam sobre racismo e sobre o descaso das autoridades contra a população.

 

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Após a apresentação de Lucas, a poetisa Laiza Viana, que é de Tanquinho/BA iniciou suas apresentações com suas poesias autorais que se posicionam contra o racismo e contra o machismo.

 

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Elevando a energia do sarau, as cantoras Taiane e Vitória, que são de Tanquinho/BA, agitaram trazendo um repertório com muitos sucessos da MPB e do Reggae!

 

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Na sequência, o MC Júlio D’Negry, que é de Tanquinho/BA, iniciou sua apresentação trazendo seu Rap com letras que falam sobre a determinação que precisamos ter para enfrentar a luta cotidiana diante da discriminação social.

 

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Representantes do coletivo “NÃO SOU TUAS NEGA”, de Utinga/BA, Brisa Ribeiro e Jennifer Maia recitaram, poesias que falam sobre discriminação racial, sexual e social e também fizeram uma colagem de cartazes contra o machismo, durante o sarau.

 

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Fechando a lista de apresentações do sarau: Infoguerra, que é de Wagner/BA, trouxe seu Rap de protesto com letras que questionam todas as formas de opressão.

 

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Fazendo referência ao antigo nome da cidade de Wagner/BA, que se chamava “Itacira” (que significa “pedra afiada” ou “lâmina afiada”, segundo a população local), a proposta do Sarau FILHAS E FILHOS DE ITACIRA é reunir pessoas que estejam interessadas em se questionar sobre os problemas sociais que atingem as comunidades periféricas como um todo, para se organizar de forma autogestionada e independente, sem nenhum vínculo com partidos políticos, e propagar atividades e intervenções diversas, sejam em espaços ou nas ruas das pequenas cidades do interior, visando dar voz e espaço para pessoas que estão à margem dos padrões sociais, comportamentais e estéticos determinados pela desigualdade social, levantando um posicionamento explicitamente contrário à todas as formas de opressões. Contra o abuso de poder, contra o racismo, contra o machismo, contra a xenofobia e demais discriminações sociais. Mostrando que as ruas também podem se transformar em locais de ensino e aprendizado coletivo. Uma pequena escola de rua. Uma pequena universidade de rua, que pode ser organizada por qualquer grupo de pessoas em qualquer cidade, em qualquer lugar.

 

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Para ter acesso aos vídeos que foram registrados durante o Sarau FILHAS E FILHOS DE ITACIRA, acesso o canal da ITACIRA SUB, no YouTube (também disponíveis na página do Facebook):

 

Fonte: Infoguerra


Tags deste artigo: rap sarau poesia resistência

1Um comentário

  • 66225e846bb8345e5852cbb016430ed6?only path=false&size=50&d=monsteridRodrigo Souto
    5 de Fevereiro de 2019, 1:26

     

    É isso aí, galera! Parabéns pelo evento! :D


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