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#PDDU: O agravamento da desigualdade para fazer da cidade o que eles querem

14 de Junho de 2016, 11:31 , por Léo Lopes - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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  Sabemos que a vida está difícil, muito trabalho, pouca grana e muita notícia sobre acontecimentos tristes aqui e no mundo. Temos mais uma notícia triste: hoje foi aprovado o novo PDDU, Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador, na Câmara de Vereadores. Foram 29 votos contra 13. Houve uma manifestação na porta da câmara, pessoas contra a lei foram barradas e o poder público diz que o processo foi participativo.

Há um tempo o Café Preto lançou na coluna “Tudo deles, nada nosso”, uma matéria sobre a privatização da nossa cidade, o debate será atual até que tenhamos força para barrar iniciativas do poder público de “entregar” nossa cidade à iniciativa privada.

Você que como eu, acabou de chegar do trabalho, depois daquele engarrafamento, e com a mente apertada...vamos apertar só mais um pouquinho: se você nunca nem ouviu falar do PDDU, se ligue que isso significa que você, eu, nós que estamos nesta cidade não temos nenhum acesso à discussão que define como o nosso espaço urbano vai ser planejado. Vemos pedra embaixo de viaduto para afastar as pessoas em situação de rua, os sem-teto organizados em movimento também são afastados dos processos de decisão política, quem paga o aluguel cada vez mais caro também não é convidado para decidir. Não importa quem você é. Importa o lucro do setor imobiliário e o seu poder de financiamento de campanhas.

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O processo conduzido de “cima para baixo” no planejamento do uso dos espaços de Salvador é direcionado para interesses lucrativos dos empresários enquanto marginaliza a população pobre e negra para cada vez mais longe dos centros. Hoje houve mais esta notícia triste, mas é preciso transformar essa tristeza em revolta, porque amanhã tem mais.

Terça-feira (14 de Junho de 2016) será votado o novo Plano Municipal de Educação, propõe uma “reorganização” da educação, uma “reorganização” que não contou com as contribuições de professores e estudantes da rede pública de ensino, muito menos a comunidade no entorno das escolas. Outro processo conduzido de “cima para baixo” que dará a administração da escolas a “organizações sociais”, uma grande abertura para que o setor privado domine a administração dos locais de ensino. Tomem um café preto e sem açúcar para podermos lutar contra a privatização de todas as dimensões de nossas vidas. Isso já está rolando...

Mais um pouco sobre a tarde de votação do Plano de Privatização Urbana em Salvador, conhecido ainda como PDDU:

Breve entrevista com Glória Cecília, professora da faculdade de arquitetura da UFBA:

Ver aqui

Militante do MSTB denuncia exclusão política em votação de PDDU

Ver aqui

Carrões de Geddel e ACM Neto ao som de "golpistas"

Ver aqui

  

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